A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro.A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa interpretar e compreender o que se lê. Segundo Kleiman (1992), a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.
Conforme afirma Leonardo Boff, (2000, p. 9-10),
Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
Confirmando as ideias do autor, ler é, acima de tudo, compreender. Em cada etapa de escolarização os alunos têm a compreensão de um autor, uma obra ou um gênero. Quando lemos vamos além do que está escrito, é preciso ter conhecimento de mundo, do contexto.
Na leitura, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele em busca de sentido conforme afirma Roland Barthes (2008, p. 74), quando compara o leitor a uma aranha: "[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia".
Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquirirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
Na leitura, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele em busca de sentido conforme afirma Roland Barthes (2008, p. 74), quando compara o leitor a uma aranha: "[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia".
Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquirirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
Referências bibliográficas:
BARTHES, Roland. O prazer do texto. São Paulo: Perspectiva, 2008.
BOFF, Leonardo. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana.
36 ed., Petrópolis: Rio de Janeiro, Vozes, 2000;
KLEIMAN, Angela B. Letramento e formação do professor: quais as práticas e exigências no local de trabalho? In: KLEIMAN, Angela. B. (Org.) A formação do Professor. Perspectivas da Lingüística Aplicada. Campinas: Mercado de Letras, 1992.
